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Artigo | Educar também é proteger: por que falar de igualdade de gênero é urgente

Por Fernanda Ariele da Silva, coordenadora pedagógica nacional, e Catarina de Santana Silva, coordenadora de Fé e Alegria Pernambuco

 

O mês de março é um tempo de memória, luta e compromisso coletivo com a transformação das desigualdades que ainda marcam a vida das mulheres em nossa sociedade.

 

Na Fundação Fé e Alegria, acreditamos que falar sobre esse assunto é assumir um posicionamento: não é possível promover educação popular sem enfrentar as desigualdades de gênero, nem garantir direitos sem atuar, de forma intencional e sistemática, na prevenção de todas as formas de violência.

 

Trabalhar pela equidade de gênero é criar espaços seguros, onde meninas, adolescentes e mulheres possam existir com dignidade, voz e liberdade. É reconhecer que muitas violências — físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e simbólicas — ainda atravessam seus corpos e trajetórias, e que o silêncio não pode ser uma resposta institucional.

 

Fortalecer uma cultura do cuidado, portanto, não é uma ação pontual, mas um compromisso permanente. Cuidar é escutar, acolher, proteger, formar e agir com responsabilidade. É transformar nossos territórios educativos em espaços onde nenhuma forma de violência seja naturalizada e onde todas as pessoas tenham seus direitos assegurados.

 

Nesse caminho, as Comissões Permanentes do Cuidado, presentes nos centros sociais e educativos de Fé e Alegria, assumem papel estratégico. Elas integram a Política Interna do Cuidado da instituição, que estabelece diretrizes, fluxos de encaminhamento, protocolos de prevenção e mecanismos de escuta qualificada e responsabilização. As Comissões atuam na promoção de formações contínuas, na análise de situações de risco, no acompanhamento de casos e na articulação com a rede de proteção, consolidando uma cultura institucional orientada pela proteção integral e pela garantia de direitos. Mais do que uma estrutura organizacional, são expressão concreta de uma ética que coloca a vida, a dignidade e a justiça no centro da ação educativa.

 

Neste Mês da Mulher, reafirmamos: promover equidade de gênero é também prevenir violências, fortalecer vínculos e construir relações mais justas.

 

Seguimos comprometidos e comprometidas com uma educação que transforma, protege e cuida. Porque educar também é um ato de responsabilidade com a vida!

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