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II Semana Literária de Fé e Alegria Amazonas reforça a equidade de gênero por meio da literatura

Com o objetivo de promover uma educação crítica e inclusiva, o Centro Social de Educação e Cultura Grande Vitória – Fé e Alegria Amazonas, em Manaus (AM), realizou, entre os dias 16, 17 e 18 de junho, a II Semana Literária, com o tema central Equidade de Gênero. A ação integrou as atividades desenvolvidas pelo Projeto Educação Integral e Transformação Digital e foi antecedida por uma semana de preparação, que ocorreu de 9 a 12 de junho, com o envolvimento direto de colaboradores, voluntários, famílias e educandos dos grupos 1, 2 e 3.

Durante os dois momentos, os participantes vivenciaram oficinas, rodas de conversa, peças teatrais, produções artísticas e momentos de leitura. As ações tiveram como foco a desconstrução de estereótipos de gênero e a valorização do protagonismo infantojuvenil, utilizando a literatura como ferramenta de transformação social.
Durante a semana de preparação, todos os grupos participaram também de dois momentos formativos enriquecedores: uma palestra com Evaldo Vasconcelos sobre quadrinhos regionais, na qual os educandos conheceram obras ambientadas em Manaus e coloriram personagens locais; e uma roda de leitura com Priscila Cruz, da Iniciativa de Gênero, baseada no livro O Menino Nito, que abordou masculinidades e sentimentos, ampliando a compreensão das relações de gênero de forma sensível e respeitosa.

 

Um novo olhar para as princesas

A proposta da II Semana Literária foi inspirada na coleção A Revolução das Princesas, publicada pela Plan International Brasil, que traz releituras empoderadas de personagens clássicas como Cinderela, Rapunzel e Ariel. Os livros serviram de ponto de partida para reflexões sobre igualdade de oportunidades entre meninos e meninas, incentivando debates, atividades criativas e expressões artísticas nos três grupos participantes.

 

Grupo 1: Reescrevendo histórias

A semana teve início com uma comparação entre a versão tradicional da história da Cinderela e a obra A Revolução da Cinderela. A partir disso, refletiram sobre os papéis impostos às mulheres nas narrativas clássicas. Perguntas como “Cinderela precisava do príncipe para ser feliz?” e “Se ela fosse a protagonista da própria história, o que poderia ter sido?” estimulando o pensamento crítico.

A oficina Reescrevendo a Cinderela incentivou os educandos a criarem versões da personagem, destacando que o protagonismo não depende do gênero. Eles também participaram da produção de uma peça teatral baseada na releitura da história. “Explorar A Revolução da Cinderela despertou nos educandos um olhar crítico sobre os contos tradicionais, mostrando que o protagonismo não tem gênero e pode ser vivido por todos”, disse o educador social Ezelilton Parnaíba.

 

Grupo 2: Arte e empoderamento

O Grupo 2 trabalhou com atividades baseadas no livro A Revolução da Rapunzel, desenvolvendo encenação teatral, pintura em quadros, criação de cartazes e escrita de cartas para mulheres especiais em suas vidas. Essas ações promoveram a valorização da figura feminina no cotidiano e abriram espaço para expressões afetivas e de reconhecimento, fortalecendo os aprendizados sobre respeito, igualdade e representatividade.

 

Grupo 3: Ariel e o fundo do mar transformador

No Grupo 3, o foco foi o livro A Revolução da Ariel. A preparação incluiu a leitura da história ficcional Na escola com Joana e Márcio, que aborda estereótipos de gênero no ambiente escolar. Os educandos compartilharam vivências reais, como a exclusão de meninas em algumas atividades, além de refletirem sobre tarefas domésticas, profissões e papéis sociais. “Foi transformador ver as percepções dos educandos sobre empoderamento feminino ganhando forma em arte, cartas e teatro mostra como a literatura pode moldar uma geração mais consciente e respeitosa”, destacou o educador social Lucas Maciel.

A leitura de A Revolução da Ariel gerou discussões sobre os finais tradicionais das princesas. Em seguida, os educandos criaram finais alternativos e organizaram a encenação da nova versão da Ariel, agora uma personagem protagonista da própria história, corajosa, decidida e dona de suas escolhas. Após a peça, os educandos promoveram a dinâmica Tesouros do Coração, em que os responsáveis escreveram mensagens afetivas em cartões com formatos do fundo do mar, reforçando o valor simbólico da experiência.

 

Valorizando talentos e construindo futuro

A II Semana Literária foi uma experiência transformadora que, mais do que incentivar a leitura, despertou consciência crítica, valores de igualdade e autoconfiança nos educandos. Ao se verem como protagonistas de suas próprias histórias, assim como Cinderela, Rapunzel e Ariel em suas versões empoderadas, as crianças e os adolescentes fortaleceram sua autoestima, descobriram talentos e ampliaram sua compreensão sobre os papéis sociais de meninas e meninos.

Ao final da semana, todos os participantes receberam certificados de participação, em um momento marcado por orgulho, reconhecimento e emoção. A presença das famílias nos espaços temáticos simbolizou a construção coletiva de um ambiente mais justo, acolhedor e igualitário, reafirmando o compromisso de Fé e Alegria com uma educação transformadora. “Foi muito bonito ver como as crianças e adolescentes refletiram sobre as histórias e se reconheceram nelas. Cada educando contribuiu com o que tinha de melhor, e isso fez toda a diferença”, ressaltou a educadora social Beatriz de Sá.

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